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SEO

SEO Técnico: O Que É, O Que Verificar e Como Corrigir no Seu Site

Página fora do índice, canonical errado, robots.txt bloqueando o que não devia, site que trava no celular. O que é SEO técnico, como verificar cada item de graça e o que corrigir primeiro.

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Painel de auditoria técnica de site com métricas de indexação e velocidade
Neste artigo

SEO técnico é o trabalho de garantir que o Google consegue entrar no seu site, entender cada página e mostrá-la rápido no celular. Se essa base falha, texto bom e anúncio caro rendem menos do que deveriam.

Cenário típico em diagnóstico: a empresa “investiu em blog” por seis meses e nada subiu. No Search Console, metade das páginas de serviço estava fora do índice, com uma tag noindex esquecida desde o lançamento do site. Não faltava texto. Faltava o Google conseguir ver a página.

🎥 Como auditar a base do site: vídeo educativo. Crédito: estude.org.

O vídeo resume a lógica da auditoria. Abaixo, item por item, com a ferramenta gratuita pra conferir cada um.

O que é SEO técnico?

SEO técnico é a parte do SEO que cuida de rastreamento, indexação, velocidade, versão mobile, segurança e dados estruturados. Não trata do que o texto diz. Trata de o Google conseguir acessar, entender e exibir as páginas.

SEO tem três frentes: técnica, conteúdo e autoridade. Se o conceito geral ainda não está claro, comece por o que é SEO. A ordem de trabalho pra pequena empresa está no guia de SEO para pequenas empresas.

Daqui pra baixo, só a parte técnica.

Rastreamento: o Google consegue entrar?

Antes de indexar, o Googlebot precisa conseguir baixar a página. Três coisas travam isso com frequência.

robots.txt bloqueando o que não devia. Um Disallow: / esquecido do ambiente de teste bloqueia o site inteiro. Confira em seusite.com.br/robots.txt. E atenção: o robots.txt bloqueia rastreamento, não indexação. Pra tirar uma página do Google, o caminho é a tag noindex.

Links que o robô não segue. Menu montado só com JavaScript, sem <a href>, esconde páginas. O Google renderiza JavaScript, mas conteúdo e links que já vêm no HTML são descobertos mais rápido e com menos risco.

Servidor instável. Erro 5xx frequente faz o Google diminuir o ritmo de rastreamento. Hospedagem barata que cai toda tarde aparece aqui.

Indexação: a página está no Google?

Rastrear não é indexar. O Google decide o que entra no índice.

Onde conferir: Search Console, relatório Páginas (em Indexação). Ele lista o que está indexado e o motivo do que não está. Os motivos que mais aparecem em site de empresa:

  • Excluída pela tag “noindex”: alguém marcou a página pra ficar fora. Às vezes de propósito, muitas vezes por engano.
  • Cópia sem página canônica selecionada pelo usuário: conteúdo duplicado e o Google escolheu outra versão.
  • Rastreada, mas não indexada: o Google viu e achou que não valia entrar. Normalmente é conteúdo fraco ou repetido, não defeito técnico.
  • Detectada, mas não indexada: o Google sabe que existe e ainda não rastreou. Comum em site novo ou com muita página sem link interno.

Pra uma página específica, use a Inspeção de URL. Ela mostra se a página está no índice, qual canonical o Google escolheu e quando foi o último rastreamento. Não confie no comando site: pra isso: ele é aproximado.

Sitemap e canonical: a versão certa de cada página

Sitemap XML é a lista de páginas que você quer no Google. Deve conter só URLs canônicas que respondem 200. Sitemap cheio de página redirecionada ou com noindex manda sinal confuso. Envie em Search Console > Sitemaps.

Canonical diz qual é a versão oficial quando a mesma página existe em mais de um endereço. Os casos clássicos:

  • Com e sem www
  • Com e sem barra no final (/servicos/seo e /servicos/seo/)
  • Com parâmetro de campanha (?utm_source=...)
  • HTTP e HTTPS

Isso acontece até em site bem cuidado. No próprio site da IRD2, o Search Console registra algumas páginas com e sem barra no final. O canonical e o redirecionamento resolvem pra qual versão o sinal vai.

Redirecionamentos e códigos de status

301 é mudança permanente e passa o histórico da página antiga pra nova. 302 é temporária. Mudou URL de vez? Use 301.

Evite cadeia: A redireciona pra B, que redireciona pra C. Cada salto atrasa o rastreamento. Aponte A direto pra C.

404 é normal pra página que não existe mais e não tem substituta. O erro é redirecionar todo 404 pra home: o Google trata como “soft 404” e o visitante cai numa página que não responde o que ele procurou. Redirecione só quando existe uma página equivalente.

Velocidade e Core Web Vitals

Velocidade conta como sinal de experiência, mas não passa na frente de conteúdo relevante. Onde ela pesa de verdade é na conversão: página que demora no 4G perde o visitante antes de ele ver o telefone.

Infográfico Core Web Vitals para PME: LCP menor que 2,5s, INP menor que 200ms, CLS menor que 0,1
As três métricas de experiência do Google e seus limites de "bom".

LCP (Largest Contentful Paint)

Tempo até o maior bloco visível carregar. Bom: até 2,5 segundos. Banner com vídeo automático de 8 MB é o vilão mais comum.

INP (Interaction to Next Paint)

Atraso entre o toque e a resposta na tela. Bom: até 200 milissegundos. Menu que “congela” no celular reprova aqui.

CLS (Cumulative Layout Shift)

Quanto a página pula enquanto carrega, com banner empurrando o botão. Bom: até 0,1.

O Google avalia essas métricas com dados de visitantes reais, no percentil 75. A nota de 0 a 100 do PageSpeed Insights é teste de laboratório: ajuda a achar o problema, mas não é o número que o Google usa. Pra dados de campo do site inteiro, use o relatório Core Web Vitals do Search Console.

Mobile e HTTPS

Mobile: o Google indexa a versão de celular do site. Se o conteúdo, os links ou os dados estruturados só existem no desktop, pro Google eles não existem. Teste em celular de verdade, não só redimensionando a janela do notebook.

HTTPS: certificado ativo, todo endereço http:// redirecionando pra https:// e nenhum recurso carregado em HTTP dentro da página (o chamado conteúdo misto, que quebra o cadeado).

Dados estruturados: o que ajudam e o que não

Dados estruturados (o código JSON-LD, padrão schema.org) ajudam o Google a entender do que a página trata e tornam a página elegível a resultados especiais. Não garantem posição nem garantem que o resultado especial apareça.

Os tipos que mais fazem sentido em site de empresa:

  • Organization ou LocalBusiness: nome, endereço, telefone, horário
  • Article: artigo de blog com autor e data
  • BreadcrumbList: a trilha Home > Blog > Artigo
Infográfico Schema markup para PME: LocalBusiness, FAQPage, Article e BreadcrumbList
Tipos de dados estruturados comuns em site de empresa. Desde 2023, o Google só exibe o resultado de FAQ para sites de governo e saúde reconhecidos.

Duas regras que evitam problema: marque só o que está visível na página e não invente dado (avaliação, preço, passo a passo que o visitante não vê). Valide no Rich Results Test.

Problemas de SEO técnico mais comuns

Os que mais aparecem quando abrimos o Search Console de uma empresa pela primeira vez:

  • noindex esquecido em página de serviço
  • Duas versões do site no ar (com e sem www) sem redirecionamento
  • Plugin de SEO duplicando title ou canonical
  • Sitemap com página redirecionada, 404 ou fora do ar
  • Todo 404 redirecionando pra home
  • Foto de 4 MB sem compressão e vídeo automático no topo
  • Menu que só existe em JavaScript
  • Dados estruturados com telefone ou endereço antigo
  • Search Console nunca configurado

Nenhum desses se resolve com mais artigo no blog.

Checklist técnico mínimo

  1. Search Console configurado e sitemap enviado
  2. Páginas de serviço indexadas (relatório Páginas sem surpresa)
  3. robots.txt sem bloqueio acidental
  4. Uma versão só do site, com 301 das demais
  5. Canonical apontando pra versão certa em cada página
  6. Sem cadeia de redirecionamento e sem 404 mandado pra home
  7. Core Web Vitals “bom” nas páginas que mais vendem
  8. Mesmo conteúdo no celular e no desktop
  9. HTTPS em tudo, sem conteúdo misto
  10. Dados estruturados só do que está visível, validados

E o llms.txt? O Google diz que não usa esse arquivo na Busca. Não entra na lista de prioridade.

Site em WordPress com dezenas de plugins costuma reprovar em vários itens de uma vez. Caso específico: WordPress perdendo ranqueamento em 2026.

Ferramentas gratuitas pra auditar

  • Google Search Console: indexação, sitemap, Core Web Vitals, inspeção de URL
  • PageSpeed Insights: diagnóstico de velocidade por página
  • Rich Results Test: dados estruturados
  • Bing Webmaster Tools: segunda opinião e dados do Bing
  • Screaming Frog: rastreia o site como um robô; a versão gratuita cobre até 500 URLs

Comece pelo Search Console. Se ele não está configurado, o resto da auditoria é chute.

Quando chamar alguém

Página importante fora do índice há meses, Core Web Vitals vermelho que não sai do lugar ou queda brusca depois de mudar de site. São sinais de que vale ter alguém implementando, antes de pagar por conteúdo ou mídia.

Faixas de preço de mercado estão em quanto custa SEO. Se o problema é o site em si, a saída pode ser refazer: criação de site profissional.

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Referências

  • seo técnico
  • o que é seo técnico
  • checklist seo técnico
  • problemas de seo técnico
  • indexação google
  • core web vitals
  • robots.txt e sitemap

Perguntas frequentes

Respostas diretas sobre rastreamento, indexação, velocidade e dados estruturados.

O que é SEO técnico?

É a parte do SEO que garante que o Google consegue rastrear, indexar e exibir as páginas do seu site. Inclui robots.txt, sitemap, canonical, redirecionamentos, velocidade, versão mobile, HTTPS e dados estruturados.

Qual a diferença entre SEO técnico e SEO on-page?

SEO técnico cuida de o Google conseguir acessar e entender o site como um todo. On-page cuida do conteúdo de cada página: título, texto, subtítulos, imagens e links internos. Um não substitui o outro.

O robots.txt impede a página de aparecer no Google?

Não necessariamente. Ele bloqueia o rastreamento, mas a URL ainda pode aparecer se outros sites apontarem pra ela. Pra tirar uma página do Google, use a tag noindex e deixe o robô rastrear a página pra ver essa tag.

Preciso de nota 90 no PageSpeed Insights?

Não. A nota é um teste de laboratório. O que o Google considera são os dados de campo dos Core Web Vitals, medidos em visitantes reais. Foque em LCP abaixo de 2,5 segundos, INP abaixo de 200 ms e CLS abaixo de 0,1.

É necessário saber programar para fazer SEO técnico?

Não para auditar. Search Console, PageSpeed Insights e Rich Results Test são gratuitos e não pedem código. Corrigir template, script pesado ou dados estruturados costuma exigir desenvolvedor.

Quanto tempo o Google leva para reconhecer uma correção técnica?

De dias a algumas semanas, conforme a frequência com que o Google rastreia o site. Dá pra pedir nova indexação de páginas importantes na Inspeção de URL do Search Console. Os dados de campo de velocidade levam cerca de 28 dias pra refletir a mudança.

A base técnica ajuda a aparecer nas respostas de IA do Google?

Ajuda no pré-requisito. O Google diz que a página precisa estar indexada e apta a aparecer com trecho na busca. Não existe requisito técnico extra, arquivo especial ou marcação específica para os recursos de IA.

Sobre o autor

Roger

Co-fundador & Especialista em SEO · IRD2

Co-fundador da IRD2. Mais de 8 anos ajudando empresas em Minas Gerais a gerar demanda e converter com mais previsibilidade. Antes de fundar a agência, revolucionou o acesso à internet em Pedro Leopoldo levando banda larga via rádio quando a cidade dependia de par metálico.

IRD2 · Marketing com Resultado

Pronto para aplicar isso no seu negócio?

Se o Search Console mostra página importante fora do índice, ou o site trava no celular, o próximo passo é corrigir a base antes de gastar com conteúdo ou anúncio. O SEO da IRD2 começa por aí.

Sem urgência fake. Próximo passo editorial ou conversa quando fizer sentido.

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