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Tráfego Pago

Tráfego pago para advogados e o limite da OAB

Escritório pode anunciar no Google dentro das regras da OAB. O anúncio informa o exercício profissional. Não promete resultado, não compara colegas e não publica honorário. A responsabilidade do texto é do advogado.

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Advogado lê um documento na mesa do escritório, com estante de livros ao fundo
Neste artigo

Tráfego pago para advogados é anúncio que leva uma pessoa até o perfil ou a página do escritório, pago ao Google ou a outra plataforma, dentro do que a OAB permite informar sobre o exercício da advocacia. Não é campanha de promoção, de desconto nem de resultado de causa. Quem assina o texto responde por ele perante a Ordem, mesmo quando uma agência operou o painel.

A consulta deste artigo é de 18 de outubro de 2026. Até essa data, as páginas oficiais da OAB ainda tratavam o Provimento 205/2021 como a norma de publicidade em revisão. Um grupo de trabalho foi criado pela Portaria 806/2025, e em 8 de dezembro de 2025 o Conselho Federal informou que a atualização estava em fase final. Não havia, nessas notas, um novo número de provimento já em vigor. Antes de anunciar, o escritório confirma o texto vigente no site da OAB. Este artigo não substitui orientação do tribunal de ética da seccional.

O que a norma já pacificou

O Provimento 205/2021, do Conselho Federal, permite marketing jurídico compatível com o Estatuto e com o Código de Ética. A publicidade profissional é informativa, discreta e sóbria. O texto veda, entre outras condutas, referência a honorários, a desconto, a comparação, a autoengrandecimento e a especialidade sem título que a sustente (Provimento 205/2021).

O mesmo provimento separa publicidade passiva e ativa. A passiva alcança quem procurou a informação. A ativa alcança gente que não buscou o anunciante nem o tema. Anúncio para quem já pesquisa um assunto jurídico se aproxima da primeira. Impulsionar peça para um público amplo, que não pediu aquele conteúdo, se aproxima da segunda e pede mais cuidado. A leitura fina, no caso concreto, é da seccional.

Em 14 de novembro de 2023, o Órgão Especial do Conselho Federal decidiu que a advocacia pode usar Google Ads para tornar público o perfil e as informações do exercício, desde que respeitados o Provimento 205/2021 e o Código de Ética. O uso não é livre. Propaganda imoderada e angariação de causas continuam podendo ser infração, nos termos do art. 34, inciso IV, do Estatuto (notícia oficial).

O que o anúncio do escritório não carrega

Preço Sem honorário na peça

Valor, forma de pagamento, gratuidade e desconto não entram no anúncio como forma de captar cliente.

Resultado Sem causa ganha

Não se promete êxito, não se exibe decisão e não se conta caso concreto para provar competência.

Comparação Sem melhor do que

Expressão de autoengrandecimento ou de comparação com outro profissional sai da peça, mesmo que a agência ache que "converte".

Leitura do art. 3º do Provimento 205/2021 para quem vai escrever o anúncio. Não esgota o provimento.

O que pedir à agência

A agência opera a conta. O advogado aprova o texto antes de ele ir ao ar e guarda cópia do que foi publicado. O Provimento diz que a informação é de responsabilidade das pessoas identificadas e, na sociedade, dos sócios administradores. “A agência escreveu” não transfere essa responsabilidade.

Peça que a conta de anúncios fique no e-mail do escritório, com administrador interno, como em qualquer outra empresa. Os critérios gerais de escolha estão em como escolher uma agência de tráfego pago. O que muda aqui é o filtro ético em cima da peça e da página.

Combine por escrito o que a campanha não fará: palavra que estimula briga, anúncio com preço, depoimento de cliente, promessa de prazo da causa, segmentação que persegue pessoa em situação de vulnerabilidade. Se a agência tratar o escritório como se fosse uma loja, o encaixe é ruim, por mais boa que seja a operação técnica.

A página de destino repete o limite. Um site com slogan de resultado ou com tabela de honorários contamina o anúncio que aponta para ele. O texto do site é assunto próprio. Este artigo não o cobre.

O que ainda pode mudar

Em 1º de junho de 2025 a OAB Nacional publicou a criação do grupo que revisa o Provimento 205/2021, para acompanhar as ferramentas digitais sem abrir mão da sobriedade (notícia da portaria). Em 8 de dezembro de 2025 informou que o debate com os tribunais de ética estava em fase final (nota da fase final).

Enquanto um novo texto não estiver publicado e em vigor, o escritório trabalha com o 205/2021 e com o que a seccional já orientou. Agência que garante “está liberado tudo no Google” está desatualizada ou apressada. Agência que se recusa a mostrar a peça antes de veicular também.

Quem aprova o quê, no escritório

Advogado O que a peça afirma

Texto, promessa, menção a área de atuação e qualquer número. A aprovação fica registrada antes da veiculação.

Agência O que o painel faz

Conta, orçamento, palavra e o relatório de conversa. Sem reescrever a peça por conta própria para "melhorar o clique".

Divisão prática. A infração, se houver, não se resolve no painel de anúncios.

A medida do que aconteceu com o contato continua necessária: sem ela, o escritório não sabe se a conversa veio do anúncio. O que a agência entrega nessa operação está em o que a agência entrega. O serviço da IRD2 está em gestão de tráfego pago. A conversa sobre viabilidade, com esse limite na mesa, começa em agência de tráfego pago.

Referências

  • tráfego pago para advogados
  • Google Ads advocacia OAB
  • Provimento 205/2021
  • publicidade na advocacia

Sobre o autor

IRD2

IRD2 · Marketing com Resultado

O anúncio do escritório precisa caber na norma

No diagnóstico a IRD2 olha a oferta do escritório e o que já se pretende anunciar, e aponta se a operação cabe nas regras de publicidade antes de ligar a campanha.

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